Antes das eleições autárquicas é altura de nos questionarmos como está o Concelho de Palmela. No nosso território, o poder tem tido tempo para planear e concretizar projectos, 35 anos para pensar e concretizar um modelo de desenvolvimento. Mas, quais foram as preocupações deste último executivo:
1º responsabilizar o(s) governo(s) pelo que não sabe, não consegue, nem quer executar;
2º quando não aplica este argumento, e face às incapacidades, há sempre o passar de culpas para “os outros”, empresas públicas, empresas de transportes, falta de apoios, meios escassos;
3º distribuir subsídios, medalhas e benefícios mantendo o ditado, “com papas e bolos…nos enganam”.
Esfarrapados que estão estas velhas justificações, o que sobra como negativo nas nossas vidas e que é a marca desta (desgovernação) comunista, conservadora, sem ideias, sem projectos e sem obra:
. são a entrada no Concelho vindos da rotunda da “auto-europa”, em que percorremos estradas sem bermas, sem sinalizações horizontais e de qualidade medíocre e desembocando (e lá está a placa “freguesia de Quinta do Anjo”) no famigerado “caminho da coca-cola”, rota terceiro mundista e que acede também a um parque industrial sem condições mínimas de atracção ou a outra entrada da rotunda do “feijão” que apresenta como “ex-libris” uma superfície comercial e uma confusão de tráfego perigosa e mal planeada;
. é “a pressa” dos calcetamento em Cabanas. Acabarão? Ou restarão os normais inacabamentos?
. são as construções “grotescas” à beira da serra e no fim da Rua Camilo Castelo Branco em Cabanas, é aquilo o desenvolvimento (?) que a ainda Presidente da Autarquia autorizou e quer para Palmela?
. são as “obras infindáveis” da 5 de Outubro na Quinta do Anjo, desconexas e de qualidade duvidosa?
. é a “superfície comercial” a caminho de Palmela, desertificada porque mal concebida, localizada e autorizada, por quem?
. e os projectos/estudos para a aldeia dos Bacelos? Ficaram no “tinteiro?
. são os acessos inimagináveis a uma zona turística que poderia ser interessante, os moinhos da serra. Seria difícil fazer melhor e bem? Não, é mais um legada de incúria e desrespeito pelo património e pelo ambiente.
. e as redes de água e esgotos que todos os munícipes pagam e cuja cobertura não abrange o Concelho ?
. e as “fontes” do Largo S. João, outra herança que não funciona?
. e a paixão (?) da educação exemplificada com as obras caras feitas na escola da Marateca e depois substituída por outra com um projecto faraónico e cuja degradação é óbvia e visível?
. e os transportes escolares que deixam os meninos no início dos aceiros, para depois terem de percorrer “quilómetros” até casa? Ou os transportes que não nos levam à estação da Fertagus de “Penalva”?
. e o desconhecimento do planeamento, da definição da rede de aceiros e o modo como irão melhorar?
. e a falta de qualidade de todas as realizações emblemáticas, com o expoente máximo na “mostra de vinhos de Fernando Pó”, que para um Concelho “capital do vinho”, é no mínimo desprestigiante?
. e ainda a péssima iluminação do Castelo de Palmela que é a marca, a imagem do nosso Concelho?
São exemplos muito simples, poderíamos falar dos projectos estruturantes que não passam de conversa, mas as pequenas coisas bastam para definir a ideia (?) que o Partido Comunista tem para Palmela.
A Senhora Presidente da Câmara ainda consegue afirmar que “tenho um projecto para continuar a desenvolver Palmela” (Sem Mais, 17 de Junho de 2009). Então o que andaram a fazer? Quem acredita?
É esta a negativa, miserável e pesada herança. Chegou a hora dos Palmelenses poderem dizerem NÃO!
Está nas nossas mãos, em Outubro, dizer NÃO, há que inverter este estado de paragem, de hibernação que aprisiona um merecido e sempre adiado desenvolvimento de Palmela a favor das pessoas.
Em Outubro – MUDA PALMELA PORQUE PALMELA VAI MUDAR.
Carlos Martins
Deputado do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Palmela


Enviar um comentário