quarta-feira, 19 de agosto de 2009

As declarações de Paulo Pedroso divulgadas esta semana na comunicação social, sobre a Trafaria e o desenvolvimento da Península de Setúbal revelam desconhecimento e irresponsabilidade. A reserva da Trafaria para um eventual – sublinho eventual – terminal portuário visa acautelar o futuro numa visão de desenvolvimento próprio da Península de Setúbal no quadro de uma “Área Metropolitana de Duas Margens” e não da subordinação da Margem Sul a Lisboa.

Com o aeroporto em Alcochete, a Plataforma Logística do Poceirão, os empreendimentos turísticos e a requalificação do Arco Ribeirinho Sul, abrem-se sérias oportunidades de desenvolvimento económico e social que podem justificar um terminal portuário para reforço da autonomia da Península de Setúbal.

As propostas do PROT-AML são baseadas em estudos técnicos rigorosos e numa visão integrada do desenvolvimento, prevendo também a reserva de um canal ferroviário de acesso à Trafaria. Assim se poderiam resolver, também, os problemas de congestionamento rodoviário que já se verificam na serventia dos silos cerealíferos.

A abordagem política de Paulo Pedroso é, essa sim, passadista. Com falta de rigor, de visão do futuro, baseada no populismo primário da “velha política”.
Paulo Pedroso não está informado nem, pelos vistos, procurou informar-se. Comparada com esta atitude é de relevar a posição da Presidente da Junta de Freguesia da Trafaria, que solicitou toda a informação sobre o assunto.

Com esta atitude, Paulo Pedroso repete os erros do passado que levaram a construir a actual Ponte 25 de Abril sem a preparar para o caminho-de-ferro. Depois para instalar a ferrovia foi necessário gastar o equivalente a uma nova ponte.
A política tem de passar a ser a arte de construir o futuro, com visão, e não com os tradicionais costumes paroquianos.

António Fonseca Ferreira

1 comentários:

Unknown disse...

Não era preferível intervir em relação às posições da CMPalmela, do que fazer oposição ao seu camarada candidato de Almada? O aconselhamento técnico a P.Pedroso pode ser feito particularmente e não a favor da Maria Emília.
Parece-me que ainda não é desta que a CDU perde Palmela.