O povoamento da freguesia remonta à época da colonização romana, tendo começado por ser ponto de apoio aos viajantes, dada a sua proximidade com a estrada que ligava Lisboa a Mérida, sendo este facto comprovado com os achados arqueológicos do Zambujalinho.
O seu nome data do século XII, existindo uma lenda popular que conta que um cavaleiro português se apaixonou por uma bela mourisca. Este cavaleiro residia no local onde hoje em dia é a Marateca. Para ficar com a sua amada, raptou-a e entregou-a aos de sua confiança, para que estes a entregassem, sem que fosse encontrada, a sua família. A bela muçulmana fez a viagem por mar e depois pelo Rio Sado, até chegar ao destino.
Como não dominava a língua portuguesa, quando lhe perguntavam como tinha ali chegado, ela respondia “ Mar até cá”. Actualmente esta designação dá o nome à freguesia, contudo o local da Marateca é de todos o menos povoado e onde se encontram as ruínas da igreja, que testemunhou a existência de um antiga comunidade habitacional humana, o cemitério anexo à igreja e a ponte de ferro sobre o rio que tem o mesmo nome da povoação, formando um troço de estrada em direcção ao Alentejo e Algarve.
A freguesia da Marateca, com mais de 500 anos de história, localiza-se na zona nascente do concelho de Palmela e faz extrema com os concelhos de Setúbal, Montijo, Alcácer do Sal e Venda Novas. Tem cerca de 5.000 habitantes numa área de 134 km2, abrangendo as localidades de Águas de Moura, Margaça, Cajados, Fernando Pó, Fonte de Barreira e Agualva de Cima.
Nesta freguesia predominam as grandes herdades, ricas em montado de sobro, pinhal e olival. O montado constitui-se como importante fonte de riqueza, pois favorece a criação de gado, a exploração de cortiça, a orizicultura, a apicultura e ainda o desenvolvimento das actividades cinegéticas.
No entanto, a mais importante da região é a viticultura, pois produzem-se vinhos encorpados, de óptima qualidade, características da casta Periquita. Ainda existem outras actividades económicas exploradas nesta freguesia, como a cultura do tomate e indústrias de lacticínios (fábrica da Parmalat). A primeira Mostra de Vinhos, em Fernando Pó, foi realizada por iniciativa dos produtores de vinho da Marateca e do Poceirão em 1996, tendo alcançado um grande êxito, já fazendo parte das festas da freguesia.
As festas de S. Pedro da Marateca são também muito apreciadas pelas gentes da terra e têm como objectivo a divulgação da cultura tradicional, bem como o reforço das raízes populares. Estas festas são de cariz religioso e profano, sendo um dos pontos de referência das localidades. A procissão e as marchas populares são consideradas a alma destas festas, que atraem anualmente um grande número de visitantes.



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