terça-feira, 8 de setembro de 2009

Fonseca Ferreira culpa câmara por situação da vala da Salgueirinha



in Setubal na Rede

Fonseca Ferreira, candidato do PS à Câmara Municipal de Palmela, culpabiliza a autarquia, presidida por Ana Teresa Vicente, e o Instituto Nacional da Água pela situação actual que se vive na vala da Salgueirinha, desvalorizando as críticas que têm sido feitas sobre as suas responsabilidades directas nesta questão, enquanto ex-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT). Em entrevista ao “Setúbal na Rede”, o candidato socialista acrescenta mesmo que será essa sua experiência à frente da CCDR-LVT que lhe dará “vantagem se estiver à frente da autarquia”.

“Na CCDR conseguiu-se o que era da sua competência, mas a autarquia ficou aquém das suas competências”, adianta Fonseca Ferreira, que acrescenta que é preciso uma “visão clara e uma mão firme” para enquadrar os grandes investimentos que se perspectivam para a zona e para a gestão urbanística. O ex-presidente da CCDR-LVT afirma que o actual “desordenado urbanismo do concelho” se deve à “permissividade dos sucessivos executivos comunistas”. Confessando-se chocado com a ausência de reabilitação urbana, Fonseca Ferreira adianta que os sete milhões de financiamento do centro histórico palmelense serão “insuficientes, dado que não vão recuperar as obras no seu todo e de forma potenciada”.

Sobre este assunto, o socialista acrescenta que está “a procurar fontes de financiamento extra para essa zona”, de modo a torná-la num local que inverterá a actual tendência de desertificação. “Marcar Palmela é um projecto que visa dar distinção a Palmela, para que esteja de acordo com o seu pergaminho e percurso histórico”, explica Fonseca Ferreira, que quer criar “mais actividades e emprego”, para impedir que as freguesias do Pinhal Novo e da Quinta do Anjo se tornem “em dormitórios, sem qualidade de vida”. Além de querer requalificar a estrada que liga a Quinta do Anjo à estação da Penalva, Fonseca Ferreira alerta ainda para a necessidade se “projectarem variantes nas localidades, principalmente na Quinta do Anjo onde um projecto desse tipo está planeado há dezasseis anos”.

“Se a administração central demorar muito tempo a envolver-se neste tipo de projectos, a autarquia deve forçar a que esta os execute”, realça Fonseca Ferreira, que continua a não acreditar “em discriminações do concelho por parte do Governo”. Apesar de sublinhar a importância da Autoeuropa para a região, o ex-presidente da CCDR-LVT não quer que o município sofra as consequências de uma “mono-industria”. Em alternativa, o candidato do PS propõe a “diversificação de actividades no concelho”, até pela plataforma logística do Poceirão e os outros investimentos estruturantes, como o TGV, a terceira travessia sobre o Tejo e o novo aeroporto de Lisboa.

Reforçando o facto de não ter tido responsabilidades, enquanto ex-presidente da CCDR-LVT, em alguns problemas do concelho, Fonseca Ferreira explica que fez “um esforço para acautelar a componente rural e a riqueza florestal do concelho” durante o desenvolvimento do Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT). “É preciso uma visão inteligente e mão firme nesta questão”, ressalva Fonseca Ferreira, que lamenta ainda “as carências no concelho em termos de saúde e de educação” e a inexistência de “um plano director de infra-estruturas”, que ajudaria a “definir prioridades para tentar atenuar os problemas da região”.

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