sábado, 1 de agosto de 2009

É fartar, fartar...p'ro voto conquistar...(25-05-09)

É sabido que um dos males da nossa democracia, é o eleitoralismo que leva a acções de última hora que, embora legítimas, perdem por serem manipuladoras do eleitorado.

É também sabido que o PC, arrogando-se de honestidade a toda a prova, de clareza sem mácula e altruísmo político, acusa o PS de todos os males, hipocrisia com que engana os que, legitimamente, se sentem desencantados e até sofridos, com as nossas colectivas insuficiências.
2009, ano de todas as eleições... Criticando o eleitoralismo do PS, na governação do país, o PC toma as iniciativas mais convenientes à caça ao voto e a Câmara de Palmela, fiel seguidora partidária, não lhe fica atrás.

Vejamos: 2009... Há que cumprir.

Sem dotação orçamental que permitisse cumprir promessas eleitorais, feitas há longos anos, contraiu avultados empréstimos (14 milhões de euros), que pesarão sobre os mandatos futuros, para arrogantemente afirmar: “ Nós cumprimos, os outros não”.

Uma observação... Porque não se contraíram empréstimos logo que se verificou a necessidade da obra ?

2009... Há que agradar.

Aproveitando toda a legislação passível do seu arbítrio, sem o planeamento necessário, promoveu a maioria dos trabalhadores autárquicos. Sem por em causa a necessidade e legitimidade dos consequentes aumentos, pergunta-se: porquê ?

Partindo do princípio que a maioria reside no concelho, que têm família de 4 ou 5 eleitores, que são mais de um milhar, há que garantir votos. Por um se perde, por um se ganha.

2009... Há que conquistar.

As condecorações são actos de reconhecimento público que nada acrescentam à melhoria de vida dos agraciados, mas lhes aumenta o estímulo. Na maioria dos casos são legítimas e merecidas, como é o caso do Associativismo. Mas porque só se reconhece esse mérito em ano eleitoral ?

É claro que, mesmo com esquecimentos, que só por acaso caem em entidades menos apoiantes do PC, tenta-se, duma forma económica, granjear simpatia nas massas filiadas.

Isto, caros leitores, quando é guerra vale tudo.

É fartar... fartar, p’ro voto conquistar.

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