Leio sempre com interesse as opiniões veiculadas por diversas personalidades no JPN. Vi com interesse o artigo do Presidente da Junta de Freguesia de Quinta do Anjo (2009.07.07). Nada me move de pessoal contra o Valentim Pinto, antes pelo contrário respeito o homem e as ideias, embora todos saibamos que não temos opiniões nem práticas políticas consonantes, é assim a Democracia e ainda bem. Também será útil dizer das discordâncias e dos conceitos e modelos que cada um defende como positivos para melhorar a qualidade da cidadania e a participação activa de todos na resolução dos problemas que têm impacte nas nossas vidas.
Tudo isto para dizer que entendo e esperaria que o Presidente de uma Junta de Freguesia pudesse ir muito mais além no relato dos resultados de uma “semana especial” de trabalho na Freguesia de Quinta do Anjo.
E porque estamos em período de pré-campanha é preciso dizer que há necessidade de MUDAR e MUDAR para fazer mais e diferente. Que nos diz então o Presidente da Junta de Freguesia?
- Em concreto relata-nos o que sabemos, obras no eixo N-S, obras na 5 de Outubro e aspectos da conclusão das obras, não acrescenta valor; é conhecido, é uma concretização tardia, é praticamente o passado. E dos calcetamentos em Cabanas (será que entre as placas de entrada e saída na povoação ficam FINALMENTE e TOTALMENTE concluídos os calcetamentos, não me parece, basta entrar e sair de Cabanas, continua INCOMPLETO/INACABADO) que duram e duram…;
- Fála-nos do, “provavelmente”, uma hipótese de estaleiro (o actual está na antiga escola primária) e se se verificar a mudança, “talvez” avance o Centro de Recursos para a Juventude e noutro “se”, um terreno onde “se” pretende vir a construir um “espaço de lazer” (quando? Como?);
É pouco, muito pouco, para uma “semana da freguesia da Quinta do Anjo. É aqui que temos diferenças, há que fazer acontecer muito mais e nem se trata de “mais dinheiro”, trata-se de fazer bem, completo, até ao fim. É aqui que também é preciso MUDA PALMELA, uma nova visão do fazer, não deixar para amanhã o que pode acabar-se/concretizar-se hoje, as PESSSOAS SEMPRE EM PRIMEIRO.
E conta-nos o Presidente da Junta de Freguesia que fizeram muitas reuniões, claro que muito interessantes e aí nem tenho dúvidas: condomínio Vila Amélia, com os autarcas para analisar o que é preciso fazer, empresas na área da indústria automóvel, a Arcolsa, a Adrepes, Associação de Ovilheiros, Associação de Moradores das Colinas da Arrábida, a SIM, a Sociedade de Cultura e Recreio do Povo do Bairro Alentejano e com outras Associações. Trabalho útil? Trabalho que concluiu sobre as potencialidades da Quinta do Anjo? Certamente que sim, mas nada nos trouxe de novo, foi mais do mesmo, mais um elencar de necessidades, mas nem uma ideia nova, uma medida que trouxesse uma qualquer mais valia à vida das populações, nem um compromisso foi estabelecido entre o Povo e o Poder Local e que pudesse ser assumido para posterior escrutínio.
MUDA PALMELA, é aqui que tem de romper-se um tradicionalismo que não faz avançar. Tem de haver uma atitude de exigência (não do costumeiro passa-culpas), compromisso, execução rigorosa, aferição do que é feito e escrutínio contínuo dos eleitos pelo Povo.
É a altura e “sem bairrismos serôdios” de dizer que o que tem sido feito, tem sido pouco e mal.
A Freguesia de Quinta do Anjo precisa de outro modo de estar no Poder Local, mais rigoroso e comprometido.
Também na nossa terra PALMELA TEM DE MUDAR!
Carlos Martins
(Deputado Eleito pelo Partido Socialista à Assembleia Municipal de Palmela)


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