quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Poceirão não quer ser “parente pobre” de Palmela

O Poceirão a esta velocidade! Não. Ajuda-nos a Mudar, são palavras de ordem que vão começar a circular pela Freguesia do Poceirão num carro cheio de originalidade, com o qual José Silvério, candidato do Partido Socialista (PS) à Junta de Freguesia quer demonstrar que o Poceirão quer caminhar rumo à modernidade, mas para tal precisa com urgência de Mudar.

Uma carroça, conduzida por um gigantone, que representa o passado, é puxada por um carro que vai circular nas próximas semanas pelas ruas, com a missão de denunciar o facto do Poceirão ser a única freguesia da Àrea Metropolitana de Lisboa (AML) onde existem mais de 200 Km de ruas em terra batida. Uma situação, que diz o candidato, “é uma vergonha”, sobretudo para um concelho que se orgulha de ser o maior produtor automóvel nacional, e trata os habitantes de uma das suas freguesias como se vivessem num mundo rural, onde continuassem a usar a carroça como meio de transporte.

José Silvério que nesta batalha enfrenta José Silvério (tio) e presidente da Junta do Poceirão há 21 anos - tantos quantos foi elevada à categoria de Freguesia - não cala a indignação pela inércia em que o Poceirão mergulhou, e na sessão de apresentação da lista e do programa concorrente às eleições de 11 de Outubro, que decorreu domingo, dia 13 de Setembro no Centro Cultural, enumerou uma série de casos que em nada abonam a favor do executivo da Junta, afecto à CDU.

Também Braz Pinto traçou um retrato cinzento do Poceirão, o actual vereador e cabeça de lista pelo PS à Assembleia Municipal, recordou actos de vandalismo praticados pela CDU contra a sua candidatura a presidente da Junta há oito anos atrás. António Fonseca Ferreira, candidato à Câmara Municipal, voltou a frisar a intenção de despartidarizar a autarquia e insurgiu-se contra a “politização das pessoas”, quando José Silvério referiu que no Poceirão quem não é da CDU é tratado como um inimigo”.
Entre os casos que José Silvério denunciou está a nova escola do Poceirão, inaugurada ontem, e que considera “uma vergonha”. O edifício não possui uma saída de emergência, sendo servido apenas por uma porta para as entradas e saídas, representando um “perigo”. Outra situação que deixou o candidato indignado foi o facto da escola ter sido construída com capacidade para 200 alunos e abriu com 240 alunos inscritos, e apenas dez salas de aula. A construção de uma passagem de nível desnivelada é uma velha reivindicação da população. A freguesia é atravessada pela linha do comboio, e esta situação é geradora de graves problemas, como os bombeiros ficarem parados à espera que passe o comboio para ir acudir a doentes e acidentes, ou o caso do banco ter sido assaltado na altura em que o comboio passava e a polícia estava bloqueada do outro lado da linha.

A passagem desnivelada deveria ter sido construída há muito tempo, e acusou o actual presidente de “não fazer nenhuma reivindicação junto da Câmara, apesar de ser da mesma cor política”.

O Poceirão está a afastar-se cada vez mais em modernidade do concelho, e afirmou que “em cada dois anos que passa a freguesia fica um ano para trás”. E é contra a imagem que se transmite para fora de que os habitantes são maioritariamente idosos, que José Silvério quer lutar. Tanto mais, que quando no último censo, o escalão etário dos 0 aos 14 anos totalizava 16,8% da população. Do concelho, referiu: “apenas o Pinhal Novo ficou à frente, e com uma percentagem pouco significativa”.

Outra situação que não faz sentido em pleno Século XXI e às portas de Lisboa, é o facto de mais de 50% da população do Poceirão não possuir água da rede pública. È também a única freguesia da AML, onde há mais de 40 anos não existe um único projecto urbano construído. Modernizar é o anseio da lista encabeçada por José Silvério, que conta na sua equipa com o elemento mais jovem de todas as listas candidatas no concelho.

O dia 11 de Outubro representa uma oportunidade única para o Poceirão apanhar o comboio da modernidade, tanto mais que vai ficar na rota de grandes e importantes investimentos, como sejam a Plataforma Logística, o interface entre a rede de alta velocidade e a linha ferroviária para o aeroporto. A proximidade ao futuro aeroporto representa uma oportunidade de desenvolvimento muito importante, e o candidato do PS parte para o desafio com a missão de conseguir uma verdadeira inclusão do Poceirão dentro do concelho, e dessa forma deixar de ser o parente pobre e esquecido de Palmela.

“É muito importante ter uma Junta com um executivo que não seja refém de um partido, e com uma visão de modernidade”, concluiu.

Para se atingir este objectivo, António Fonseca Ferreira deu a receita: mobilizar as pessoas, trazer amigos, familiares e conhecidos para o Movimento Muda Palmela, para no final “triplicar” a votação. O Poceirão aceitou o desafio e entrou na rota do MUDA, que está a ganhar de dia para dia mais força em Palmela.

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