domingo, 20 de setembro de 2009

PS denuncia “clima de medo” na Câmara de Palmela

Quadros da Câmara Municipal de Palmela denunciaram junto de candidatura de António Fonseca Ferreira o clima de “medo” existente no seio da autarquia. Os funcionários em causa declararam o seu apoio ao candidato do partido Socialista, mas temem sofrer represálias se o demonstrarem publicamente.

A denúncia foi feita ontem [dia 18 de Setembro], em conferência de imprensa promovida pelo candidato do Partido Socialista (PS). No encontro, Braz Pinto, actual vereador e cabeça de lista pelo PS à Assembleia Municipal, contou aos jornalistas que foi abordado por um quadro superior do executivo camarário para um encontro que pediu que tivesse lugar no Montijo, porque “não queria ser visto no concelho de Palmela com um elemento ligado ao PS”. Bráz Pinto afirmou que está “escandalizado” com a situação, que não abona nada em favor da democracia 35 anos depois do 25 de Abril.

«Existe um clima de suspeição entre os funcionários e teme-se que quem dê a cara pelo PS sofra consequências», afirmou António Fonseca Ferreira, acrescentando poder estar em causa o próprio emprego desses funcionários. O candidato à Câmara de Palmela afirmou que uma das bandeiras do seu programa é a “despartidarização” da autarquia, mas sossegou os ânimos ao dizer que “não vai despedir ninguém por ser da CDU ou de outro partido”, e vai apostar na descentralização dos serviços municipais aproximando o município dos cidadãos. O ambiente entre os funcionários da autarquia é de “sufoco”, e em causa está a livre expressão de ideias,concluiu.




Braz Pinto denunciou ainda a utilização de dinheiros do município em acções de propaganda política em vésperas de eleições, aludindo aos cartazes que começaram a ser colocados, nas últimas semanas, em vários pontos do concelho sobre a abertura de escolas, salas de estudo e de novos transportes.
Outro caso de utilização «abusiva» dos dinheiros da autarquia para a campanha da CDU refere-se à produção de uma brochura em que o executivo camarário faz um balanço do mandato, que só termina em Outubro.
Entretanto, com a aproximação do início da campanha para as autárquicas, António Fonseca Ferreira desvendou a solução que propõe para a resolução da Vala da Salgueirinha, um tema que a sua candidatura trouxe para a agenda política, e apontou culpas à Câmara Municipal por esta não ter aproveitado verbas do PIDDAC e de fundos comunitários que já estiveram disponíveis para resolver o problema que afecta a população e o meio ambiente, uma vez que para a vala são feitas descargas poluentes e ilegais e com a complacência da autarquia.
Existem pontos críticos no curso da vala [também conhecida por Ribeira da Salgueirinha] que foram desrespeitados pela administração central, mas a autarquia não sai ilibada das culpas. Fonseca Ferreira afirmou que se for eleito presidente da Câmara de Palmela vai bater-se para que no próximo Orçamento de Estado sejam inscritas verbas para resolver um velho problema que «mancha
a imagem do concelho e afecta
a vida das populações».
uma primeira fase, para
regularização da vala
o candidato aponta um
investimento necessário da
ordem dos 10 milhões
de euros.

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