O candidato do PS à Câmara de Palmela, António Fonseca Ferreira, prometeu ontem, 29 de Setembro, a criação de «pequenos campos desportivos de proximidade», junto de alguns dos bairros mais urbanos no concelho, num modelo de incentivo ao «desporto livre para todas as idades» e de maior coesão social.
Fonseca Ferreira, que participava num encontro dedicado à Juventude e Desporto, organizado pelo Movimento Muda Palmela, respondia desta forma ao desafio lançado pelo secretário da tutela, Laurentino Dias, segundo o qual a construção exagerada de complexos desportivos não resolveu o problema da prática desportiva no país. «Temos muitos complexos mas poucos desportistas, sendo que a maior parte destas estruturas estão abandonadas», criticou o ainda membro do governo, na qualidade de «amigo e camarada» do candidato socialista.
Lembrando que o concelho conta com um forte movimento associativo e um elevado rácio de população jovem, nomeadamente na freguesia do Pinhal Novo, Fonseca Ferreira afirmou ser agora necessário «articular, racionalizar e apoiar» essas duas realidades, de modo a implementar em Palmela «uma verdadeira parceria entre a autarquia, as colectividades e a população».
No mesmo encontro, que contou com a participação de muitos jovens, Gonçalo Folgado, candidato do PS à Assembleia Municipal de Palmela, acusou a Câmara de «obrigar muitos jovens a procurar instituições privadas» para o exercício da prática desportiva, pelo facto de a empresa Palmela Desporto (que gere as infra-estruturas desportivas no concelho) ter reduzido, segundo afirmou, «o número de modalidades e a capacidade de oferta, mantendo praticamente todos os preçários».
O jovem desafiou ainda Fonseca Ferreira, caso seja eleito, a criar condições para que Palmela passe a ser «a capital dos desportos radicais», por haver no concelho, segundo justificou, «óptimas condições e muita apetência da juventude palmelense» para a prática deste tipo de desportos.
Nas questões lançadas pelo público presente, destacaram-se criticas contundentes à actuação da autarquia na gestão dos espaços públicos e na falta de apoio às colectividades.
Emília Mondim, presidente do Airense, acusou a Câmara liderada pela comunista Ana
Teresa Vicente de «bloquear a actividade» da sua colectividade, uma das mais antigas do concelho. E deu exemplos de alguns polidesportivos que, segundo afirmou, «estão votados ao abandono», como é o caso do equipamento localizado em Venda do Alcaide.
Também Braz Pinto, cabeça de lista do PS à Assembleia Municipal, lembrou a escassa utilização das instalações do Mercado do Pinhal Novo. «É lamentável que um espaço deste, que tem todas as condições, não possa ser utilizado pelos jovens em inúmeras actividades, da dança, à ginástica. Pelo contrário, está fechado todas as noites e sem nenhuma utilização racional ao longo do dia», criticou.
A iniciativa contou ainda com a presença da responsável pela Direcção Regional Lisboa e Vale do Tejo do Instituto Português da Juventude, Heliana Vilela, que exortou os jovens a constituírem associações e clubes, aproveitando «os apoios e benefícios» que o Estado, através do IPJ, coloca ao dispor da população mais jovem.


Bem se viu o que o PS fez quando conseguiu iludir os Barreirenses, e os Sesimbrenses, eos Setubalenses.
São trez bons exemplos, da vossa incompetência e do vosso oportunismo político, que não olha a meios para atingir os fins.
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