Mais um ano acabou...Nas nossas vidas, mais uma festa terminou com a certeza de mais um passo no tempo que ainda é nosso. Nas vidas do espaço que ocupamos, o concelho, mais um ritual de votos políticos desejados, muitas vezes, com a certeza de não poderem ser cumpridos.
Mais um Orçamento duma gestão anual que se fecha...mais um orçamento para o ano que nasce, sem nascimento de novas ideias e dinâmicas.
Poderia dizer que “é mais do mesmo”, mas também estaria a repetir-me, em afirmações feitas ao longo deste mandato em que tentei mostrar a realidade que existe para além dos sorrisos de boa vontade, das promessas não cumpridas e dos falsos quadros de diferença, que escondem um conservadorismo manipulante.
Para além do mais estaria a fugir à verdade. O Orçamento para o ano que começou é bem diferente dos anteriores...Também não admira...é o último ano do mandato...é um ano de eleições...é a última oportunidade de mostrar obra, de cumprir algumas, poucas, das muitas promessas feitas ao longo dos anos que passaram, numa ladainha repetitiva que adormece e desmotiva.
Este Orçamento deixa para trás três anos em que se tentou criar uma ideia de mudança que, se existiu, foi para pior, com agravamento de custos em detrimento de investimentos sustentados.
Este Orçamento promete, para este ano, a realização de algumas obras prometidas ao longo de ciclos eleitorais consecutivos...ao longo de muitos “Orçamentos Participativos”, onde a nossa participação se ficou pela vontade de ver o que não se via porque quando nos apresentaram a ementa o prato já estava escolhido. Este Orçamento promete para o futuro um endividamento da Câmara que compromete os investimentos dos próximos anos.
Mas, como no ditado, este ano pode ser de vida nova.
Vai haver eleições...Vai haver a possibilidade de alterar a rotina de 30 anos de desperdício de oportunidades, onde se aumentaram consecutivamente os encargos sem o proporcional investimento, onde se tentou mostrar um concelho inovador e solidário para esconder as desigualdades e conservadorismos, onde se realizaram muitas manifestações culturais, às quais foi alheia, na participação e benefício, a esmagadora maioria dos munícipes
Temos oportunidade, este ano, de acabar com uma permanente e aparente maioria política, conseguida com pouco mais de 20% do eleitorado mas, para tal, é necessária participação. É necessário combater o nosso fatalismo do “deixa correr”. É necessário combater a abstenção, porque a nossa vontade democrática só o é quando a participação se aproxima do pleno eleitoral.
É tempo de esquecer um passado. É tempo de sermos cidadãos por inteiro, É tempo de apostar na mudança, a caminho dum futuro melhor.
É tempo de “ANO NOVO VIDA NOVA”.


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