quinta-feira, 30 de julho de 2009

Até ao lavar dos cestos...(13-03-08)

ATÉ AO LAVAR DOS CESTOS

é vindima, diz o povo e tem razão... E, delas se fala neste Concelho e neste momento ...e delas se vai falar desde a nascença do cacho até ao vinho, produto final, ex-libris de Palmela e preocupação dos nossos produtores, pequenos e grandes, individuais ou colectivos. De vinhos que a vindima propicia, se vai falar nesta Palmela que luta pelas marcas agrícolas que produz, em quantidade e qualidade, e que tantas vezes vê transformarem-se em rótulos de outros municípios.

Da qualidade dos vinhos se deve falar nesta Palmela que produz o generoso Moscatel que, este ano, celebra o centenário da Chancela Real que demarcou a sua área de produção, assim o definindo como produto de qualidade nacional.

De vinhas e vinhos, de vindima e vinificação se deve falar neste momento em que o interesse pela participação levou ao aparecimento de duas listas para a direcção das festas. Festas que devem entronizar o Vinho desta terra, entendida como um todo desde Marateca à Quinta do Anjo, desde a vila de Pinhal Novo até à vila de Palmela, passando pela aldeia do Poceirão.

Fazemos votos de que a lista ganhadora, que integra membros que já foram de outras listas e outras festas, que tem à cabeça, só, a Presidente da Associação de Viticultores de Palmela, vença os medos que teve, no início, tardando a apresentação da candidatura.

Fazemos votos de que a direcção das festas eleja o vinho como rei e eleja a rainha com a participação de todo o Concelho, acolhendo boas vontades, sugestões e participações válidas, de interessados de todos os quadrantes e origens. Fazemos votos de que a Festa das Vindimas seja mais festa do rei vinho e menos feira de inutilidades e vaidades que nada contribuem para a marca Palmela.

No ano passado apresentamos uma moção à Câmara com apelo à Comissão de Festas, neste sentido. A maioria, não querendo votar a favor numa moção da oposição, mas não querendo votar contra as verdades nela contidas, prometeu reunião com a Comissão que nunca aconteceu. Medo? Falta de vontade? Forma de esquecer ou adiar? Não sabemos, mas o futuro o dirá.

Entretanto renovamos as ideias:

Façam-se exposições e leilões de vinhos mobilizando adegas e produtores de todo o Concelho. Façam-se encontros de enólogos para troca de saberes.

Comprometam-se as Juntas de Freguesia e Associativismo do Concelho nas festas que também são suas, elegendo a Rainha com a sua participação, apurando candidatas locais que iriam à escolha final, na sede do Concelho.

E, já agora, a Câmara, o Distrito e o País, não esqueçam os 100 anos do Moscatel. Não deixem que outros generosos do género, mais novos e, porventura menos abrangentes na área de influência, retirem o brilho do que é nosso, por direito.

E, digam-me lá se não temos vindimas até ao lavar dos cestos?

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